25/05/10

Era uma vez ... Saudades - Monsh



Saudades... Tu foges... Não quero... Estás longe...
Eu penso... Eu lembro... Eu choro... Me rendo!

Contando o tempo, que eu tento agarrar. Escurece o mundo, e não te posso olhar.
Ouço o silêncio, que te faz entoar. Procuro nas fotos, te poder abraçar.
Dá-me a luz, dá-me o teu perdão. Te encontro nas rimas, tás na minha canção.
Olha o céu, pergunto, estás aí? Nas memórias eu grito, volta para mim!

Refrão:
Não quero estar só, sentindo esta dor.
Vou pensando em ti, me estás a ouvir?
Eu quero voltar, sorrir e sonhar.
Contigo vivi, porque tem um fim?

Imaginando, o que não posso ter. Tua beleza, não consigo esquecer.
Pergunto ao vento, o que posso mudar. Sublime, sopra: tens de aceitar.
Porquê assim? Porque dizem que não? Me negam a esperança; és a minha paixão!
Fico perto, és somente a razão, da minha vida, da minha inspiração!

Refrão

Perdido... Te sinto... Eu quero... Tão perto...
Não penso... Não lembro... Sorriu... Pois vou respirando, e vou te sempre amar!
Oh, eu vou-te salvar! Oh, eu vou-te buscar! Oh, eu vou-te beijar! E eu...

Refrão:
Não quero estar só, sentindo esta dor.
Vou pensando em ti, me estás a ouvir?
Eu quero voltar, sorrir e sonhar.
Contigo vivi, porque tem um fim? E eu...

Não estou mais só! Não sinto mais dor!
Só penso em ti! Tu estás me a ouvir!
E eu vou voltar, sorrir e sonhar!
Contigo viver! Isto não é o fim!

Saudades...


(Das melhores letras que ja vi. Adoro a Musica. Obrigada por partilhares comigo,Nuno. )

21/05/10

Era uma vez ... GRITAAAAR !!!

Só me apetece gritar, gritar que estou farta disto tudo, gritar que não aguento mais isto. Eu preciso de exteriorizar tudo o que me está a acontecer, mas já não tenho mais forças para nada.

O meu mundo gira e gira, mete-se de pernas para o ar, deixa-me tonta, faz-me cair e ninguém cá está para me levantar, ninguém quer pôr-me firme, de pés bem assentes no chão.

Por muito que me tentem levantar e apoiar, não é quem eu quero, não é a pessoa que eu quero que me dê a mão. Por muitos amigos que tenha, há uma amizade que ambiciono e até a tenho, mas muito de leve.

Não suporto ver tanta cumplicidade, tanta amizade, tanto carinho. Sinto essa proximidade comigo também, mas não tão intensa. E isso acaba por magoar, acaba por me deixar triste e com vontade de voltar ao meu casulo, onde me sinto feliz, onde me sinto como sou, e como me queria mostrar a ti.

Será que se gritar me vais ouvir? Será que se cair me vais dar a mão e ajudar-me a levantar? E as feridas? Curas-me as feridas e ajudas-me a caminhar em frente?

Tenho sonhado contigo todos os dias. Tenho sonhado com conversas, com sorrisos, com a tua voz, os teus olhos, a tua boca. O teu sorriso aparece-me em cada sonho. Normalmente estamos juntos, sozinhos, e estamos a falar, a partilhar experiencias, eu peço-te que me fales de ti, que me mostres mais um pouco daquilo que és e tu faze-lo com todo o prazer. Sonhei no outro dia que te tinhas tornado o meu melhor amigo, e isso foi tão especial. Perceber que querias estar só comigo, que me querias conhecer melhor, que me querias tanto quanto te quero, meu amigo.

Tu não imaginas o quanto és especial. És uma pessoa como há poucas. E isso atrai-me. Isso fascina-me. Torna-te tão especial, quer dizer, tu és especial.

Mas está na hora de acordar destes sonhos, de parar de imaginar o que pode nunca acontecer e gritar, gritar muito para pôr todas as frustrações para trás das costas e ser feliz.

Adoro-te, rapaz especial ! :D

03/05/10

Era uma vez ... Falta de Controlo


Um misto de emoções ainda me persegue a cada dia, deixando-me por vezes descontrolada.

Sinto me isolada e de mim mesma e tenho a impressão de que mais nada me obedece. A minha cabeça não me obedece, o meu coração não me ouve, a minha pulsação acelera sem que eu a autorize para tal e tudo isto me está a deixar cada vez mais perdida dentro de mim mesma.

Não sou capaz de controlar nada de mim, muito menos quando a distância diminui e consigo ouvir com precisão a sua respiração, os seus paços, os seus movimentos. Posso acompanhar cada passo, cada palavra, cada vontade, sem mesmo estar a olhar.

Os meus olhos anseiam alcançar, anseiam chegar perto, pedem-me a cada segundo que acorde e olhe a realidade, que veja que sim e que jamais negue algo tão profundo e temido.

Quando é cruzado comigo aquilo que eu mais quero evitar, todo o meu escudo desmorona, as pernas tremem, a pulsação acelera, o coração rompe-me o peito. Algo fica comparado a uma bomba prestes a explodir.

Quando olhei o seu rosto, senti-me prisioneira daqueles olhos, brilhantes, profundos. Onde foi que eu errei? Talvez fosse melhor não ter prestado atenção, talvez fosse melhor que não tivesse visto.

Queria trazer para fora tudo o que estou a viver agora. Estaria na hora de enfrentar a verdade, assumir o controlo de tudo o que estou a viver intensamente. Estaria na hora de o partilhar com os outros, e deixar de estar enterrada no meu próprio silêncio.

Talvez deva guardar isto tudo para mim, esperar até conhecer melhor. Tento a todo o custo não contar nada, mas sinto ao mesmo tempo que o deveria fazer. Sem nunca ter procurado, acabei por encontrar. Tenho medo de reacções, tenho medo de tentativas falhadas.

Dispenso muito do meu tempo a pensar em ti, a ouvir-te a ti, a ver-te a ti.

Sonho com o sentir o teu coração a bater junto do meu. Com o teu cheiro. Um abraço, nada mais.

Não dá para evitar. Não consigo controlar.

Ana Lourenço

03-05-2010

02/05/10

Era uma vez ... E agora ?

A cada dia que passa tudo na minha cabeça complica mais. Sinto que tenho um nó bem amarrado, um nó cego, um nó que nem eu o consigo desatar.

Os dias vão passando e as inseguranças aumentam. Vou cada vez mais acordando a meio da noite com pensamentos estranhos, com ideias malucas, com vontades perturbadoras. Espero, desespero, aguento, respiro fundo e olho para a lua que entra pela minha janela, talvez seja aqui que vá encontrar a força que tanto preciso.

Fantasio demasiado com tudo o que me rodeia e lamento ter que acordar inquieta instante a instante tentando não passar cada noite com o mesmo sonho, com a mesma figura a rodopiar-me e a embrulhar-me algo equiparado a um cérebro que me tortura a cada momento.

A tortura torna-se massacrante quando quero pôr para trás das costas o que melhor guardo na máquina palpitante que bate a cada segundo.

“Beijarias os meus lábios, provaria a tua boca.” Mergulhava na profundeza desse céu que tens, desse mar imenso e apaziguador que me faz sonhar tão alto e que me acalma, quando o olho. E tudo isto me trocaria os sentidos, me provocaria um certo desconforto quando acordo e percebo que estava toda torcida na cama, enrolada no lençol que acompanha todos os meus pára-arranca durante as horas de sono.

Tenho andado perdida dentro de mim mesma. Não me acho nem me encontro, neste turbilhão de sentimentos que me fazem tremer só de pensar. A nuvem negra vagueia-me pela cabeça, e nada melhor que os meus sons para aliviar a pressão e não deixar que me chova em cima, que me molhe ou me constipe de sentimentos.

Quando libertas um sorriso consigo perceber a quantidade de perfeição que te corre pelas veias. Percebo como tudo se torna frio quando não estás. Percebo como o mundo é ignorante e como ninguém sabe nada de nada ao passo que eu quero aprender tudo e tudo o que ainda não sei.

A primavera começa a chegar, e as nuvens vão recuando cada vez mais rapidamente. Mas, e agora? Será eterno este sol, ou voltarão a vir nuvens carregadas de chuva? Agora, espero para ver, se tiver coragem para enfrentar.

Ana Lourenço