E pimbaa, la se foram 10 meses da minha vida ...Não aguentava mais … Não era possível continuar a lutar sozinha.
Sentia-me desamparada no meio de tudo isto, sentia-me cada vez mais abandonada … sentia a distância …
Estar a sofrer sozinha, por algo que devia ser a dois, fez-me tomar a decisão de uma vez por todas ter a coragem de assumir a mim mesma que, mais que nunca, eu estava só nesta luta.
E quando me era pedida compreensão, vezes sem conta, eu cedia, dava mais uma oportunidade, sentia que valia a pena fazê-lo.
Compreendia o cansaço, compreendia a distância, as saudades, compreendia dias em que não estavas tão bem, e sim, esqueci-a tudo o que estava a sentir, e perdoava. Mas nunca, nunca pus a frente de tudo isso o que EU estava a sentir. Eu sentia que me estavas a escapar, que estavas longe, que algo tinha mudado sem eu perceber porquê… Chegou o momento de pensar em mim.
Não entendo … Sempre te pedi sinceridade, nunca te prendi a mim, nunca te obriguei a nada …
Mas sentia que estavas só por estar, e sinto que assim não vale a pena…
Nunca pensas-te sequer no que eu estava a sentir, nunca pensas-te que podias estar a magoar-me a cada dia que passava, a cada minuto.
Não exigi em momento algum que tivesses a tempo inteiro comigo, não controlava o que fazias ou deixavas de fazer, mas tu não, tu querias estar o tempo que estivesses sem mim, desde que fosses tu a deixar-me, mas eu, eu não tinha o mesmo direito, tinha de estar sempre disponível para ti, bastava que quisesses.
Esta a custar-me muito, mesmo muito. Não me imaginava sem ti, nunca. E sinceramente pensei que durasse mais tempo, que não acabasse assim
Nunca pensei que doesse tanto perder-te, acabar o que existia entre nós, se é que existia alguma coisa.
Custa muito, mas vou ter que me habituar à tua ausência, que já era uma constante à tanto tempo … Já não te sentia comigo. Já não estavas comigo…
Acabou, foi bom enquanto durou.