Tu sabes o quanto significa. <3
Ana Lourenço
Estamos mesmo no final e não há nada mais triste do que chegar a esta época e perceber que as coisas boas foram tão poucas, que podemos desde já jurar a pés juntos que não existirão saudades.
São contáveis pelas mãos os momentos bons, bem como as pessoas que conheci, mas posso recordar com bastante clareza que coisas más aconteceram todos os dias, os momentos maus estão tão acentuados que me faz pedir para nunca mais voltar para este inferno onde me meteram, a fazer o que não gosto, com pessoas que não gosto.
Posso orgulhar-me de alguns 18 ou 17, posso orgulhar-me de ter ganho um mano, posso orgulhar-me de ter conhecido pessoas das quais tinha ideias erradas, e mesmo de ter conhecido pessoas que nunca outrora tinha visto.
Infelizmente, nem todos nos vamos manter juntos, e é triste saber que nos vamos afastar por tantos quilómetros. E pensar que nós já éramos amigos.
Contudo, e apesar das poucas coisas boas não sentirei saudades do clima cortante, da falta de cumplicidade, da falta de união como grupo. Vou sentir-me aliviada por acabarem as intrigas, por acabarem a mesquinhices.
Foi das piores experiencias da minha vida, apesar dos escassos momentos bons, junto com as muito poucas pessoas agradáveis.
Terei saudades sim, de alguns elementos importantes e que me fizeram rir e rir, que me mostraram coisas que nunca tinha visto.
Foi mau, mas felizmente acabou.
Ana Lourenço

Tens a mania que és gente!
Tens a mania que és superior!
Quando no fundo não passas de um merdas,
De um presunçoso com a mania de que o meu mundo gira em tua volta.
Eu existo muito para além de ti, e tu não és nada daquilo que pensas no meu mundo.
Dispenso estar contigo, sempre que posso. Dispenso partilhar contigo o mesmo ar, dispenso ver-te.
Dispenso a tua presença incondicional em todos os momentos em que lá estas, e peço por tudo que isto acabe o mais rápido possível para nunca mais te ver.
MAS,
Fazes-me rir. Pensas que dominas o meu mundo, pensas que me afectas com essas atitudes histéricas. Chegas mesmo a ser ridículo e imaturo.
Tentas atingir-me, quando no fundo nunca o conseguirás, porque estamos a anos-luz um do outro. Porque para mim não significas nada para além de um comum mortal que, por ironia do destino, habita o mesmo mundo que eu, a mesma galáxia, e para piorar a situação, o mesmo universo também, e tudo isto na mesma Era, no mesmo século no mesmo ano e á mesma hora.
Podias tu, ter nascido na Era Mesozóica, período jurássico e ter partilhado o mundo com os dinossauros, comendo do mesmo que eles comiam, viver da forma que viviam. Mas não! Tens sempre de ser do contra, e fazer tudo para me irritar e tirar do sério, até mesmo nascer aquando a mim.
Para cúmulo dos cúmulos, existem outros dinossauros tais como tu, que de perto se fazem passar por herbívoros e inofensivos, quando no fundo são uns Tiranossauros, carnívoros como tudo, e que pretendem acabar com tudo aquilo que se mexe, para que não lhes façam sombra.
Felizmente consigo conviver com a tua presença inoportuna neste período em que mais não quero para além de me querer ver livre de ti.
Mais nada tenho a dizer-te senão que a fila anda meu lindo, e tu nem nunca chegas-te a fazer parte dela.
Estas neste mundo só a ocupar o lugar de alguém, que podia viver connosco e ser bem mais útil que tu.
Ana Lourenço
P.S. Este artigo não se destina a ninguém em especial. Foi escrito com base na frase “Há pessoas que estão neste mundo só para ocupar o lugar de outras”, proferida por alguém e á qual achei piada.
Qualquer parecença com a realidade, é pura ficção.