20/09/09

Era uma vez ... Gosto .

" Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das ideias mais loucas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Tu até me podes empurrar de um penhasco que eu vou dizer:- E daí? EU ADORO VOAR! "

09/09/09

Era uma vez ... Leviandade


Dava tudo nem que fosse só por uma noite.
Um encontro ocasional com aquele que amo, um breve momento de troca de olhares e desde logo começava o jogo.
O jogo teria que ser levado até ao fim, e uma vez nele, já de lá não se pode sair ate este terminar. De lá poderiam sair um vencedor e um vencido, dois vencidos, ou então um empate pelo lado do bem, dos vencedores.
A primeira sensação seria de estranheza. O meu corpo começava a activar os sensores de defesa e algo pulsante me avisaria que se a troca de olhares passasse disso mesmo seria declarada guerra, o jogo teria inicio, agora intensamente.
Era então que num acto irreflectido caminhávamos na direcção um do outro e não havia nada a fazer, já não se podia recuar.
A coisa pulsante de dentro de mim acelerava o seu mecanismo, parecia então que o meu corpo estava para explodir.
A escassos centímetros de ti, parava a olhar-te. Com certeza me parecias mais bonito que nunca.
A minha pele arrepiara-se, a pulsação precipitara-se e acabara por perceber que o meu corpo desejava o teu, o meu coração desejava o teu, algo me diria que és tu.
A Lua ía alta, e eu sem conseguir articular uma palavra face a tamanha beleza. Naquele momento tu nada dizias, apenas me pegavas na mão e me levavas a seguir-te ate ao fim do mundo e eu ía , caso fosse necessário, qualquer lugar servia desde que contigo.
Pararas-me então numa pequena praia onde só via o mar, a lua e tu. Estávamos sós, para todos os efeitos.
Sentaras-te de frente para o mar comigo do teu lado e nada me dizias, até que mesmo hesitante te sentavas de frente para mim e me observavas, interrompias o silêncio e pela primeira vez ouvira a tua voz naquela noite:

- “Beijava-te, se isso não me matasse.”
-“Beija, ou não és capaz de morrer?”

Era então que sentia a tua mão a percorrer o meu pescoço de uma forma envolvente, e num momento delicado puxavas-me para ti ao passo que a brisa percorria a minha boca. Sentia os teus lábios húmidos no meu pescoço enquanto as tuas mãos vagueavam pelo meu corpo, a tua boca ia percorrendo a minha face ate que num breve momento se unia á minha e consumava muito do que sentia. Foi então que todo o tempo parou para mim, só te sentia a ti, a brisa desaparecera, dos sons só restavam o dos nossos corações pulsantes.
E num passo de magica tudo aconteceu, as nossas roupas desapareceram e tornávamo-nos num só. Sentia todo o teu corpo no meu, sentia as tuas mãos ferventes na minha pele gélida, todo o meu corpo ficara em êxtase, só sentindo aquele momento e tu, em pleno acto de amor não planeado mas á muito desejado por mim. As nossas mãos uniam-se.
No final de viver todo o amor contigo, adormecia abraçada ao teu peito com o teu corpo bem junto do meu, aquecendo-me.
Nesse momento os nosso cheiros estavam juntos, os nossos suores também.
Aquando da manha acordava e suavemente te beijava o peito branco mas quente como fogo com movimentos delicados para que acordasses e percebesses que o meu beijo não te matara.
Olhávamos fixamente no fim de tomarmos consciência do que se passara anteriormente, trocávamos um beijo longo e sentido e apartir daí seguíamos caminho para lados opostos.

Ninguém sairia a perder. Tu levaras contigo o prazer e o saber do quão eu te desejo e eu ficaria com aquele momento bem guardado no meu coração, tudo o que mais desejava tinha acontecido, desejava-te a ti e tinha-te tido , nem que fosse por poucas horas.

E no passo que te afastavas, virava-me do meu caminho e via-te cada vez mais longe e sussurrava para mim mesma:
-Adeus meu amor. Amo-te.

Do jogo sairiam duas almas vencedoras e vencidas ao mesmo tempo.



Ana Lourenço
09-09-09 02:31 min

08/09/09

Era uma vez ... Carlos Miguel Oliveira de Sousa .


Nem todas as pessoas são banais ou vulgares e muito menos se pode conhecer numa vida inteira duas pessoas iguais.
O destino dita-nos uma vida , um caminho, uma vida que tem que acontecer e na minha vida aconteceste também tu , os nossos caminhos tinham de se cruzar mesmo que daí possamos tirar apenas um ensinamento.
É incrível como tu, Carlos Miguel Oliveira de Sousa podes ser um Ser tão especial, tão completo e tão único. :$
Confesso que na primeira conversa, naquela em que te conheci pareceste uma pessoa como outra qualquer, ou seja, mais um para juntar ao meu grupo de amigos (Desculpa :S), mas com o tempo foste-me apresentando todos os pedaços de ti que fazem uma pessoa completa , e só agora posso dizer de verdade que te conheço.
Não és apenas um capricho meu , és um anjo, és quem me acompanha dia-a-dia e me ajuda a superar tudo, um AMIGO , um Tudo .

E embora não concordes, tu és um Ser muito bonito em todos os aspectos. Ninguém sabe ser só bonito por fora, uma pessoa só é bonita quando é por dentro e por fora, e tu tens de toda a beleza interior, aliada á tua beleza exterior.

És sim , simplesmente FANTÁSTICO.


Ainda bem que aconteces-te tu na minha vida , CM . :$



Acho que nunca te disse ,
mas adoro-te meu fiel anjo da guarda,
adoro-te mesmo.

01/09/09

Era uma vez ... Feitiço .

Estava metida num feitiço, um encantamento que eu própria lancei sobre mim, num momento de fraqueza. E todo esse descuido fez com que eu por uns tempos achasse tudo maravilhoso e que tudo brilhava como a luz do sol, não conseguia sequer ver o que me punhas na frente dos olhos.
Mas com o tempo permiti-me sair desse sonho e perceber que tudo e TU não passavam de uma ilusão, uma ilusão muito poderosa e mortífera.
Agora que posso ver tudo com mais clareza, já desperta daquele sonho, consigo ler todas as tuas entrelinhas e mesmo aquilo que me escondes eu consigo perceber.
E percebo então que a minha sombra esta cada vez mais turva em ti e que aos poucos vai saindo da tua mente e dos teus planos, deixando mesmo de existir, mais cedo ou mais tarde. Ao passo que tudo isso não me afecta tanto quanto afectaria antes, pois cada vez mais passas de um corpo firme para uma sombra, que posteriormente se irá desvanecer.

Adeus, minha bonita ilusão.
Adeus, meu pobre ilusionista.