
Dava tudo nem que fosse só por uma noite.
Um encontro ocasional com aquele que amo, um breve momento de troca de olhares e desde logo começava o jogo.
O jogo teria que ser levado até ao fim, e uma vez nele, já de lá não se pode sair ate este terminar. De lá poderiam sair um vencedor e um vencido, dois vencidos, ou então um empate pelo lado do bem, dos vencedores.
A primeira sensação seria de estranheza. O meu corpo começava a activar os sensores de defesa e algo pulsante me avisaria que se a troca de olhares passasse disso mesmo seria declarada guerra, o jogo teria inicio, agora intensamente.
Era então que num acto irreflectido caminhávamos na direcção um do outro e não havia nada a fazer, já não se podia recuar.
A coisa pulsante de dentro de mim acelerava o seu mecanismo, parecia então que o meu corpo estava para explodir.
A escassos centímetros de ti, parava a olhar-te. Com certeza me parecias mais bonito que nunca.
A minha pele arrepiara-se, a pulsação precipitara-se e acabara por perceber que o meu corpo desejava o teu, o meu coração desejava o teu, algo me diria que és tu.
A Lua ía alta, e eu sem conseguir articular uma palavra face a tamanha beleza. Naquele momento tu nada dizias, apenas me pegavas na mão e me levavas a seguir-te ate ao fim do mundo e eu ía , caso fosse necessário, qualquer lugar servia desde que contigo.
Pararas-me então numa pequena praia onde só via o mar, a lua e tu. Estávamos sós, para todos os efeitos.
Sentaras-te de frente para o mar comigo do teu lado e nada me dizias, até que mesmo hesitante te sentavas de frente para mim e me observavas, interrompias o silêncio e pela primeira vez ouvira a tua voz naquela noite:
Um encontro ocasional com aquele que amo, um breve momento de troca de olhares e desde logo começava o jogo.
O jogo teria que ser levado até ao fim, e uma vez nele, já de lá não se pode sair ate este terminar. De lá poderiam sair um vencedor e um vencido, dois vencidos, ou então um empate pelo lado do bem, dos vencedores.
A primeira sensação seria de estranheza. O meu corpo começava a activar os sensores de defesa e algo pulsante me avisaria que se a troca de olhares passasse disso mesmo seria declarada guerra, o jogo teria inicio, agora intensamente.
Era então que num acto irreflectido caminhávamos na direcção um do outro e não havia nada a fazer, já não se podia recuar.
A coisa pulsante de dentro de mim acelerava o seu mecanismo, parecia então que o meu corpo estava para explodir.
A escassos centímetros de ti, parava a olhar-te. Com certeza me parecias mais bonito que nunca.
A minha pele arrepiara-se, a pulsação precipitara-se e acabara por perceber que o meu corpo desejava o teu, o meu coração desejava o teu, algo me diria que és tu.
A Lua ía alta, e eu sem conseguir articular uma palavra face a tamanha beleza. Naquele momento tu nada dizias, apenas me pegavas na mão e me levavas a seguir-te ate ao fim do mundo e eu ía , caso fosse necessário, qualquer lugar servia desde que contigo.
Pararas-me então numa pequena praia onde só via o mar, a lua e tu. Estávamos sós, para todos os efeitos.
Sentaras-te de frente para o mar comigo do teu lado e nada me dizias, até que mesmo hesitante te sentavas de frente para mim e me observavas, interrompias o silêncio e pela primeira vez ouvira a tua voz naquela noite:
- “Beijava-te, se isso não me matasse.”
-“Beija, ou não és capaz de morrer?”
Era então que sentia a tua mão a percorrer o meu pescoço de uma forma envolvente, e num momento delicado puxavas-me para ti ao passo que a brisa percorria a minha boca. Sentia os teus lábios húmidos no meu pescoço enquanto as tuas mãos vagueavam pelo meu corpo, a tua boca ia percorrendo a minha face ate que num breve momento se unia á minha e consumava muito do que sentia. Foi então que todo o tempo parou para mim, só te sentia a ti, a brisa desaparecera, dos sons só restavam o dos nossos corações pulsantes.
E num passo de magica tudo aconteceu, as nossas roupas desapareceram e tornávamo-nos num só. Sentia todo o teu corpo no meu, sentia as tuas mãos ferventes na minha pele gélida, todo o meu corpo ficara em êxtase, só sentindo aquele momento e tu, em pleno acto de amor não planeado mas á muito desejado por mim. As nossas mãos uniam-se.
No final de viver todo o amor contigo, adormecia abraçada ao teu peito com o teu corpo bem junto do meu, aquecendo-me.
Nesse momento os nosso cheiros estavam juntos, os nossos suores também.
Aquando da manha acordava e suavemente te beijava o peito branco mas quente como fogo com movimentos delicados para que acordasses e percebesses que o meu beijo não te matara.
Olhávamos fixamente no fim de tomarmos consciência do que se passara anteriormente, trocávamos um beijo longo e sentido e apartir daí seguíamos caminho para lados opostos.
Ninguém sairia a perder. Tu levaras contigo o prazer e o saber do quão eu te desejo e eu ficaria com aquele momento bem guardado no meu coração, tudo o que mais desejava tinha acontecido, desejava-te a ti e tinha-te tido , nem que fosse por poucas horas.
E no passo que te afastavas, virava-me do meu caminho e via-te cada vez mais longe e sussurrava para mim mesma:
-Adeus meu amor. Amo-te.
Do jogo sairiam duas almas vencedoras e vencidas ao mesmo tempo.
Do jogo sairiam duas almas vencedoras e vencidas ao mesmo tempo.
Ana Lourenço
09-09-09 02:31 min
Sem comentários:
Enviar um comentário