
"Ele sabe o teu nome.
Ele conhece-te.
E sabe a tua dor."
(Bloco de Notas)

Agora que tudo esta a voltar ao normal, ou melhor, agora que tudo está a ser como em tempos desejei que fosse, tenho medo que volte ao mesmo, que aconteça de novo, e que volte aquela frieza pela qual tanto odiei passar á uns tempos atrás.
Desejei a cumplicidade, desejei a amizade e as brincadeiras que vão ocorrendo de tempos a tempos e que me deixam tão feliz por ter esquecido o passado e arrumado para trás das costas coisas sem importância, mal entendidos e confusões que mal foram explicadas.
Olhares, sorrisos, risos, brincadeiras, carinhos, patadas, tudo voltou, tudo me faz crer que talvez consiga finalmente aquela amizade, ou perto disso, tão desejada por mim, sem pensamentos ou sentimentos para alem disso.
Gosto de viver assim, gosto de não me sacrificar para me levantar de manha, gosto de saber que tudo vai correr bem, que vou passar um bom dia e que será passado de bem com tudo.
Feliz por voltar tudo ao mesmo, feliz por ser como era. Feliz por recomeçar algo que mal tinha começado, e esperançosa de que continue por muito e muito tempo, tanto quanto seja possível, sem segundas, nem terceiras intenções.
Feliz!
Eu adoro viver a vida. Eu sou feliz.
Todos nos temos fraquezas… Todos achamos que os outros são melhores que nós, achamos que não temos nada na vida, que não conseguimos alcançar um objectivo…
Á primeira queda, desistimos de tudo, desistimos de lutar, baixamos a cabeça e agimos cobardemente, como se fossemos a desgraça em pessoa, como se tudo fosse mau.
Admiro as pessoas que não tem nada, que facilmente poderiam desistir e gritar ao mundo que não é justo as suas condições, mas que pelo contrário lutam e aprendem a viver com o que tem, e conseguem ser mais que nós, que nos achamos tão normais mas que não passamos de seres fracos e mimados, habituados a ter tudo sem esforço, sem luta, sem sacrifício.
Como podemos pensar em desistir só porque algo nos foi negado?
Porque choramos quando algo nos corre mal?
Porque não vamos a luta ate atingirmos o nosso objectivo?
É triste, mas é verdade. Dizemos não ter nada, quando temos tudo. Quando a nossa sociedade nos assume como seres normais, só porque temos dois braços e duas pernas, enquanto que, outros sem esses membros ou com outra espécie de diferença são tratados como seres deficientes...
Mas isto faz-me pensar … Quem terá a deficiência na verdade? A pessoa que nasceu sem membros, por exemplo, e que aprendeu a viver assim e afirma que ‘adora viver a vida, e que é feliz’, ou aquele homem que mesmo dito normal, tendo a vida facilitada a todos os níveis, e mesmo assim se declara como um falhado só porque não tem onde estacionar o carro, ou não tem o ordenado de sonho?
Que nos custa a nós chegar a uma caixa de multibanco ou ir a um balcão (seja de café, do banco, de uma loja)?
Há que ter um pouco mais de noção da realidade, e vermos que ninguém é mais que ninguém, todos nascemos e vivemos da mesma forma, uns com mais dificuldade que outros, mas de certos outros que tem todas as facilidades e meios disponíveis ao seu alcance, só não querem é esforçar-se.
Luta pelo que queres, não tentes passar por cima de ninguém ou trapacear, porque nunca serás ninguém dessa forma, dissimulando e enganando. Luta com coragem, com bravura e honestidade. So assim poderás ser feliz, mostra-lo por fora e senti-lo realmente por dentro.
Sentir-te-ás bem contigo mesmo, e conseguirás ser uma pessoa melhor.
Ana Lourenço, 15-09-2010
Decidi, pela primeira vez falar sobre um assunto que não interessa a muitos mas que interessa as pessoas certas. : )
Sou principalmente uma pessoa bastante complicada, sou capaz de complicar tudo, ate mesmo o mais simples…
Gosto bastante de música, gosto de me deitar na minha cama, de olhos fechados a ouvir lindas melodias… faz-me relaxar, faz-me pensar no que me move e me guia a cada dia…
Consigo passar 24horas do dia agarrada ao meu telemóvel... o que já fez alguém, como o meu tio, dizer-me algo como: “Tens mais clientes que um barbeiro ao sábado…” Ora, digamos que fiquei a pensar no assunto … estaria o meu tio a dizer que eu tenho “clientes” ou foi só uma forma de falar? Bom, não interessa …
Como qualquer outra pessoa, tenho sonhos… uns facilmente realizáveis, outros nem tanto … Sonho em fazer pára-quedismo, sonho atirar-me de um avião e sentir em curtos segundos a força da gravidade a fazer pressão sobre os meus pés e exercer forças enormes, sentir-me a cair numa velocidade estrondosa e intensa… Por outro lado, sonho também em fazer fotografia aquática e mergulho, estar em contacto directo com os peixes, com os corais, com o oceano. Sonho ter dinheiro suficiente para fazer uma viagem á volta do mundo, sonho conhecer tudo das outras culturas, conhecer tudo do mundo.
Posso fazer uma lista das coisas que gosto e que não gosto, mas são tantas as coisas que me completam e me fazem ser eu, que eu duvido que alguém alguma vez queira ler a lista completa. Mas posso arriscar.
Então, gosto do meu irmão, não gosto de falsidades. Gosto de jogar basquete, mas detesto assisti-lo na TV, pelo contrário, adoro ver futebol, mas tenho a infelicidade de ter nascido com dois pés esquerdos, e ambos virados para a lua. Gosto do Hernâni de Carvalho, e adoro o Serj Tankian. Não gosto de contrariar ninguém, pelo que, quando me chateiam muito e mesmo que não concorde digo ‘Ta bem, Ta bem’ e viro costas. Sou apaixonada por chuva, mas detesto frio. Sou viciada em ver a lua, adoro a noite, adoro o barulho da noite, o cheiro da noite, a tranquilidade da noite. Detesto o dia, detesto ver as pessoas a correr de um lado para o outro, sem parar, detesto ouvir o som dos carros numa estrada muito movimentada, detesto o barulho, a confusão, a claridade e tudo o resto que o dia acarreta.
Detesto acordar cedo, e por conseguinte adoro dormir, adoro abraçar a minha almofada e não a largar. O que mais me atrai nas pessoas é o olhar, adoro admirar olhos, olhares, lábios. Sou viciada em cheiros, bons ou maus, tenho tendência para sentir todos os cheiros, cheirar pessoas, cheirar ambientes.
Amo o mar, amo o barulho das ondas, a brisa , o cheiro da praia, no entanto detesto a confusão, odeio estar na minha toalha, a ler os meus livros, sim adoro ler, a ouvir a minha musica e mesmo assim conseguir ouvir a conversa das outras pessoas na barraca ao lado, mas adoro a serra, adoro ir nas ferias para a Lousã, passar o dia a explorar natureza, praias fluviais, pic-nic’s no meio do mato.
Sou viciada em água, consigo passar o dia a bebe-la, odeio injustiças e aparências, mania das grandezas e pessoas chatas.
Adoro pessoas inteligentes e cultas, fascinam-me aquelas pessoas que tem sempre algo a dizer, que sabem um pouco de tudo, e sabem o que falam. Adorava ser inteligente e saber de tudo um pouco, conhecer muito, adoro passar a vida a aprender e a saber coisas novas. Fascina-me o saber, a sabedoria.
Não sou católica, não acredito em nenhum deus, embora muitas vezes chame por ele, consequência de ter nascido num meio tão religioso. Contudo, a única força em que acredito é na força da natureza, tudo é natureza, a natureza move tudo, e quando ela se lembra de nos assustar, nada a pode ou consegue parar.
Gosto de música, fotografia, cinema, café, ler, escrever, pintar, desenhar, cantar, sonhar acordada, observar as coisas, cavalos, animes, series, alface, animais, viagens, internet, telemóvel, portátil, máquina fotográfica, blocos e canetas, folhas de papel, português, amigos (poucos mas bons), ferias, maças, mordiscar constantemente o lábio, tomar banho, independência, família, pipocas, brincadeiras, estar com as pessoas de quem gosto, beijar, uvas, abraçar, manga, mordiscar, e muito mais.
Não gosto da escola, não gosto das conveniências que daí acarretam, não gosto de testes, não gosto do toque da campainha, não gosto das horas de almoço. Adoro algumas pessoas e algumas situações, e detesto ter de aprender sobre pressão. Não gosto de sol em demasia, não gosto de erros ortográficos, não gosto de matemática, não gosto de mariquices, sumos com gás, dores físicas, sofrimento, plástico, moscas, formigas ou melgas, mentiras, mau hálito, dentes amarelos, barulhos fortes, preconceitos ou racismos, egoísmo, colheres, etc.
Por fim, mas não menos importante, gosto de mim. Gosto dos meus olhos, gosto de ser refilona e intensa, gosto de ser tão tímida, gosto dos meus lábios, costas, ombros, clavícula e peito, gosto dos meus ideais, gosto daquilo em que acredito e defendo-o sempre que posso. Não tenho medo da morte, mais me assusta a vida. Gosto de constantemente procurar saber. Adoro chorar e o alivio que sinto daí.
Não gosto de sofrer, não gosto de ter dores, não gosto que me julguem pelas aparências e sem saber em concreto aquilo que sou, não gosto de me sentir cansada, não gosto de ouvir ma musica e de ser constantemente cercada por gente chata e burra. :$
Esta sou eu, ou metade de mim … Ainda fica muito por dizer ..
P.S. - Se foste capaz de ler isto até ao fim, parabéns, és muito resistente, e eu adoro pessoas assim. :D