05/07/10

Era uma vez ... Verdades

Tantas são as verdades que tentamos evitar,

Como o fim de algo que desejávamos que durasse para sempre…

Como algo que amamos e não queremos perder…

Como sentir alguém na brisa do vento…

Como ver alguém no brilho da lua…

Quando queremos algo, e esse algo não nos acontece, parece que parte de nos deixa de funcionar como devia, porque a frustração de uma tentativa falhada acarreta com ela uma dor forte e dilacerante que nos consome por dentro e nos faz desejar nunca ter feito papel de idiota.

Há algo de estúpido nas confissões que eu não consigo entender. As pessoas deviam ser capazes de perceber os sinais, e não querer que constantemente lhes digam o que elas querem ouvir. Porque de facto custa mais falar do que ouvir. E muitas pessoas sentem uma necessidade excessiva de ouvir, em vez de interpretar algo banal como um olhar.

E por muito que se confesse com palavras ou mesmo desenhos explicativos, poucas são as pessoas capazes de perceber o que se pretende transmitir, e muitas são as aquelas com capacidades para distorcer tudo e alterar o rumo de algo que podia crescer gradualmente, mas que no fundo acaba com rancor e desilusão.

O resultado de tudo isto é como que imperdoável e maléfico, parece vindo de uma pedra fria e sem sentimentos, e não de algo quente e pulsante como o coração. É triste, mas é assim.

Ana Lourenço

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