07/02/10

Era uma vez ... Serj Tankian - DVD



CD/DVD made in Photoshop. Ana Lourenço

02/02/10

Era uma vez ... Carta ao meu avô ...


Desde que partis-te fisicamente deste mundo que me tenho sentido muito só. É bem certo que não me fazias companhia todo o dia, mas eu sentia que estavas comigo, e que bastava um passo para te encontrar, te pegar na mão e ver a forma como me olhavas, com olhos de choro. Não conseguias dizer nada, a tua idade já não o permitia, mas sentias que eu ali estava, tu sabias, tanto que me apertavas a mão com tanta força quanto podias, e uma lágrima escorria do teu rosto envelhecido, mas bonito. Cada dia mais bonito que nunca.

Nada me podia custar mais do que te ver naquele teu último destino, onde vais descansar eternamente. Custou-me olhar e ver que ali estavas deitado, naquelas tábuas frias e feias, onde te deitaram, pálido e gelado, branco, com um ar doce. Parecias um anjo. Tive de pensar para comigo mesma que estavas a dormir, tal como te vira outras vezes, para te poder olhar e despedir-me por fim, quando te fecharam naquela caixa pequena, aquela caixa onde ficas-te apertado e sem espaço para víveres a tua eternidade à vontade, abafado.

Quando te começaram a descer para aquele buraco escuro e húmido, o meu coração estremeceu. Apetecia-me correr até ti e acordar-te para te dizer que te estavam a meter num buraco, como se te tivessem a pôr num poço. As lágrimas vieram-me aos olhos então, agora com muito mais força, sentia os meus olhos a rebentar de tanto chorar. Só queria acordar daquele pesadelo em que me meteram, quando te levaram de mim, para um outro lugar que espero ser melhor que este, para que tenhas todo o descanso que mereces.

Os dias tem-se passado lentamente, desde o dia 24 de Janeiro de 2010, em que partis-te para tão longe, para um sitio inalcançável.

Consigo ver com total nitidez o momento no qual o teu rosto branco começou a desaparecer, na altura em que te fechavam naquela caixa horrível. Só ouvia a tua filha a chorar, a gritar pelo teu nome, a pedir que não te pusessem ali, a agradecer-te tudo o que fizeste por ela enquanto eras vivo, enquanto podes-te. Agarrei-me então a ela, à minha mãe para a acalmar, não queria que chorasse daquela forma, queria que ela tivesse força para me poder dar a mim também, eu sentia-me a desfalecer, precisava tanto da dela, mas no final de tudo fui eu que a agarrei e partilhei com ela a pouca força que ainda me restava.

Chorei muito, e ainda choro quando estou sozinha, afinal ainda não passou uma semana…tudo tem sido muito complicado para mim, tento transparecer estar forte e bem, quando por dentro estou destroçada, por dentro estou em pedaços, em pedaços cheios de sofrimento em tua memória.

Amo-te com todas as minhas forças, amo-te e sinto a tua falta… Quero recordar-te pelos bons momentos, não quero recordar-te por aquela tua imagem angelical, mas final também..

Preferia que tudo não passasse de um pesadelo, e que acordasse e que ainda estivesses comigo, aqui neste mundo, neste nosso mundo, onde fomos tão felizes.

18/01/10

Era uma vez ... Estranho ...

Algo estranho apareceu do nada e perturbou tudo. Algo desconhecido vindo sei la eu de onde e me fez sentir o que eu jurara a mim mesma não voltar a sentir.
É um estranho que estava guardado e talvez ate esquecido , no mais profundo de mim, e que voltou a emergir, das profundezas do meu coração, para me inquietar.
Fora esquecido , em tempos... Era um sentimento velho, gasto, e sem fundamento, mas agora que voltou rejuvenesceu e esta maior que nunca.
Faz-me sentir bem a cada dia que passa , faz-me sentir feliz e viva. Outros tempos há que me faz sentir em baixo , no fundo do poço.
Deixou-me com vontade de o possuir, de o ter. Deixou-me com desejo e com vontade, duma forma tão carnal quanto o verdadeiro amor pode suportar.
Todo o dia me apetece estar em contacto com ele, não perder a ligação que o meu coração criou duma forma tão espontânea e natural.
Chamo-lhe de sentimento saudável, capaz de me deixar viver e respirar, de seguir sem chorar, sem sofrer. Apesar de tudo sinto-o presente da mesma forma, sinto que o mesmo se esta a passar com ele , com a diferença de que foi ele que me recuperou , e que foi ele que resgatou este sentimento outrora escondido, guardado e a esperas de ser vivido.

Estranho , mas sentido <3

17/12/09

Era uma vez ... Sentir-te .


Nem tudo é como se mostra ser.
Todo este tempo que passou, que vai passando, e és tu quem eu tenho na memória, no coração a toda a hora.
As horas passam , os minutos passam , os segundos passam e lá se vão dias e dias nos quais so sei sentir a tua ausência, a tua distancia.
Porque estás tão longe , e cada vez mais longe ?
Porque não podes estar perto , como outros o estão ?
Sinto que te devo procurar aí nessa imensidão e te dar a conhecer mais de mim e do meu sentimento que alimento dia após dia, neste pequeno inferno em que vivo, sem ti.
Porque eu sinto a tua falta. Sinto a falta de sentir um abraço teu, um beijo, de sentir a tua pele a tocar na minha , e desde então a minha perceber que estas presente, podendo eu sentir-te realmente.

Tenho saudades daquela regular presença do teu Ser na minha vida escura e vazia.

Desejo-te com todas as minhas forças, desejo o teu corpo, desejo a tua alma, desejo sentir-te e saber que sim , que sou feliz a partir desse mesmo momento.

Amo-te, com todas as minhas forças.

30/10/09

Era uma vez ... Acordar ...


Acordei para um novo dia e tudo está igual a antes de eu adormecer.

Nada muda, nada passa de uma fase. Custa saber que mesmo que adormeça vou acordar tal e qual como estava à horas atrás.

Dói passar o dia do teu lado sem te dizer que sim, que és tu.

Tenho parecido feliz por fora, tenho mostrado estar em dias de plena felicidade, mas por dentro nada funciona assim, por dentro estou em pedaços, tou em fatias separadas por poucas alegrias comparadas as tristezas.

Com a tristeza de te ver de tão perto , mas de te sentir tão longe. Toda a tua beleza e a tua imagem me fascina a ponto de só te querer olhar, esses teus traços perfeitos, o teu corpo, os teus olhos , o teu nariz, o teu pescoço, as tuas pernas e braços atleticos o teu peito e ainda a tua boca tão perfeita, boca essa que usas para roer a caneta enquanto algo está a ser explicado, boca que eu beijava quantas vezes me apetecesse se fosse minha.

Vou continuar a olhar-te de longe até conseguir sinceramente chegar-me a ti e dizer-te o que há a dizer, o que estou a sentir...

Gosto de te sentir , quando tocas na minha pele mesmo que de leve, gosto de estar atenta em ti ao ponto de conseguir ouvir a tua respiração regular e os teus movimentos tão certinhos. Gosto!

...



Ana Lourenço

30-10-09

12h: 25 min.

29/10/09

Era uma vez ... Pontaria ...

Custa tanto ter pontaria para casos perdidos...
Jurei a mim mesma nao voltar a ser assim , jurei que nao aconteceria de novo o que antes era tão normal...ou mesmo banal em mim.
Qualquer coisa se activou em mim logo quando te vi e até hoje me custa não ter coragem para te falar um só "Olá".
Agora as coisas mudaram, estás mais perto e olhas-me da mesma forma que te olho, e custa-me não ter coragem para continuar.
Será ilusao da minha parte achar que me olhas ? Ou será que estou mesmo a ver uma realidade ?
Não quero pensar que não durmo só por te estar a imaginar de todas as maneiras, em todas as situações.
Queria apenas continuar como estavas antes de te ver antes de saber que existias e que sinto por ti.
Não gosto quando estou assim por alguém , quando penso e olho tanto assim para alguém , um alguém que fará parte da minha vida e de mim durante tanto tempo...
Sinto que vou perdendo as forças para continuar assim neste quadrado fechado, ao qual aparentemente nem uma porta há para que eu possa sair e ver o que há para além daquilo. Sinto-me a desfalecer, a deixar de ser eu mesma para ser uma estranha a olhar-te.
Acho que não é só ilusão, acho que o sentimento existe e persiste , com bastante "força". :S
Lamento nao conseguir controlar tudo isto.
AnaLourenço
29-10-09
11:45 min


20/09/09

Era uma vez ... Gosto .

" Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das ideias mais loucas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Tu até me podes empurrar de um penhasco que eu vou dizer:- E daí? EU ADORO VOAR! "

09/09/09

Era uma vez ... Leviandade


Dava tudo nem que fosse só por uma noite.
Um encontro ocasional com aquele que amo, um breve momento de troca de olhares e desde logo começava o jogo.
O jogo teria que ser levado até ao fim, e uma vez nele, já de lá não se pode sair ate este terminar. De lá poderiam sair um vencedor e um vencido, dois vencidos, ou então um empate pelo lado do bem, dos vencedores.
A primeira sensação seria de estranheza. O meu corpo começava a activar os sensores de defesa e algo pulsante me avisaria que se a troca de olhares passasse disso mesmo seria declarada guerra, o jogo teria inicio, agora intensamente.
Era então que num acto irreflectido caminhávamos na direcção um do outro e não havia nada a fazer, já não se podia recuar.
A coisa pulsante de dentro de mim acelerava o seu mecanismo, parecia então que o meu corpo estava para explodir.
A escassos centímetros de ti, parava a olhar-te. Com certeza me parecias mais bonito que nunca.
A minha pele arrepiara-se, a pulsação precipitara-se e acabara por perceber que o meu corpo desejava o teu, o meu coração desejava o teu, algo me diria que és tu.
A Lua ía alta, e eu sem conseguir articular uma palavra face a tamanha beleza. Naquele momento tu nada dizias, apenas me pegavas na mão e me levavas a seguir-te ate ao fim do mundo e eu ía , caso fosse necessário, qualquer lugar servia desde que contigo.
Pararas-me então numa pequena praia onde só via o mar, a lua e tu. Estávamos sós, para todos os efeitos.
Sentaras-te de frente para o mar comigo do teu lado e nada me dizias, até que mesmo hesitante te sentavas de frente para mim e me observavas, interrompias o silêncio e pela primeira vez ouvira a tua voz naquela noite:

- “Beijava-te, se isso não me matasse.”
-“Beija, ou não és capaz de morrer?”

Era então que sentia a tua mão a percorrer o meu pescoço de uma forma envolvente, e num momento delicado puxavas-me para ti ao passo que a brisa percorria a minha boca. Sentia os teus lábios húmidos no meu pescoço enquanto as tuas mãos vagueavam pelo meu corpo, a tua boca ia percorrendo a minha face ate que num breve momento se unia á minha e consumava muito do que sentia. Foi então que todo o tempo parou para mim, só te sentia a ti, a brisa desaparecera, dos sons só restavam o dos nossos corações pulsantes.
E num passo de magica tudo aconteceu, as nossas roupas desapareceram e tornávamo-nos num só. Sentia todo o teu corpo no meu, sentia as tuas mãos ferventes na minha pele gélida, todo o meu corpo ficara em êxtase, só sentindo aquele momento e tu, em pleno acto de amor não planeado mas á muito desejado por mim. As nossas mãos uniam-se.
No final de viver todo o amor contigo, adormecia abraçada ao teu peito com o teu corpo bem junto do meu, aquecendo-me.
Nesse momento os nosso cheiros estavam juntos, os nossos suores também.
Aquando da manha acordava e suavemente te beijava o peito branco mas quente como fogo com movimentos delicados para que acordasses e percebesses que o meu beijo não te matara.
Olhávamos fixamente no fim de tomarmos consciência do que se passara anteriormente, trocávamos um beijo longo e sentido e apartir daí seguíamos caminho para lados opostos.

Ninguém sairia a perder. Tu levaras contigo o prazer e o saber do quão eu te desejo e eu ficaria com aquele momento bem guardado no meu coração, tudo o que mais desejava tinha acontecido, desejava-te a ti e tinha-te tido , nem que fosse por poucas horas.

E no passo que te afastavas, virava-me do meu caminho e via-te cada vez mais longe e sussurrava para mim mesma:
-Adeus meu amor. Amo-te.

Do jogo sairiam duas almas vencedoras e vencidas ao mesmo tempo.



Ana Lourenço
09-09-09 02:31 min

08/09/09

Era uma vez ... Carlos Miguel Oliveira de Sousa .


Nem todas as pessoas são banais ou vulgares e muito menos se pode conhecer numa vida inteira duas pessoas iguais.
O destino dita-nos uma vida , um caminho, uma vida que tem que acontecer e na minha vida aconteceste também tu , os nossos caminhos tinham de se cruzar mesmo que daí possamos tirar apenas um ensinamento.
É incrível como tu, Carlos Miguel Oliveira de Sousa podes ser um Ser tão especial, tão completo e tão único. :$
Confesso que na primeira conversa, naquela em que te conheci pareceste uma pessoa como outra qualquer, ou seja, mais um para juntar ao meu grupo de amigos (Desculpa :S), mas com o tempo foste-me apresentando todos os pedaços de ti que fazem uma pessoa completa , e só agora posso dizer de verdade que te conheço.
Não és apenas um capricho meu , és um anjo, és quem me acompanha dia-a-dia e me ajuda a superar tudo, um AMIGO , um Tudo .

E embora não concordes, tu és um Ser muito bonito em todos os aspectos. Ninguém sabe ser só bonito por fora, uma pessoa só é bonita quando é por dentro e por fora, e tu tens de toda a beleza interior, aliada á tua beleza exterior.

És sim , simplesmente FANTÁSTICO.


Ainda bem que aconteces-te tu na minha vida , CM . :$



Acho que nunca te disse ,
mas adoro-te meu fiel anjo da guarda,
adoro-te mesmo.

01/09/09

Era uma vez ... Feitiço .

Estava metida num feitiço, um encantamento que eu própria lancei sobre mim, num momento de fraqueza. E todo esse descuido fez com que eu por uns tempos achasse tudo maravilhoso e que tudo brilhava como a luz do sol, não conseguia sequer ver o que me punhas na frente dos olhos.
Mas com o tempo permiti-me sair desse sonho e perceber que tudo e TU não passavam de uma ilusão, uma ilusão muito poderosa e mortífera.
Agora que posso ver tudo com mais clareza, já desperta daquele sonho, consigo ler todas as tuas entrelinhas e mesmo aquilo que me escondes eu consigo perceber.
E percebo então que a minha sombra esta cada vez mais turva em ti e que aos poucos vai saindo da tua mente e dos teus planos, deixando mesmo de existir, mais cedo ou mais tarde. Ao passo que tudo isso não me afecta tanto quanto afectaria antes, pois cada vez mais passas de um corpo firme para uma sombra, que posteriormente se irá desvanecer.

Adeus, minha bonita ilusão.
Adeus, meu pobre ilusionista.

25/08/09

Era uma vez ... O momento do meu avô .




Em 1998 o meu avô , de quem tanto gosto , deu-me a minha primeira nota , na altura era de 500 escudos (2.50 €)

- Guarda este dinheiro, é para comprar algo que queiras. O dinheiro é teu , mas não o gastes a’ toa. – disse ele.

Foi especial aquele momento. Guardei o dinheiro , muito bem guardado. Com o tempo ele ia me dando mais dinheiro e aquela nota ficou esquecida. Até á bem pouco tempo , que encontrei a nota esquecida e cheia de pó, no meio de umas revistas antigas. :O

Fica para sempre a recordação daquele momento. :D

22/08/09

Era uma vez ... Desculpa


É de lei usar a tal palavra-chave.

Quando magoas alguém, quando dizes o que não deves , quando te atrasas ou te esqueces de algo ou simplesmente porque sim.

Mas não se pode unicamente ignorar o que foi dito ou feito , muito menos apagá-lo e fingir qua não aconteceu, a marca ficará la para sempre , mesmo que se evite.

A mágoa e o ressentimento são algo complicado de ultrapassar, quando num dia dizes que gostas e num dia diferente adeus .

Certas palavras, certos gestos demonstram o todo da não magia de uma palavra que se usa quando se quer levar outra pessoa a esquecer o que outrora foi feito.


No entanto, continuaremos a usar uma expressao que põem fim a todo o pesar de um acto irreflexo.



Por isso , e por qualquer outra coisa , desculpa .